terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
O Egoísmo
Há quem queira se opor ao processo que tem por princípio o EGOÍSMO como motor da evolução. Mal sabe que o egoísmo está na base da vida! Só existe vida porque há o egoísmo. Diria até que a vida passa a existir porque, de alguma forma, o egoísmo surgiu, ou emergiu, para usar uma palavra da moda, numa dada molécula, aquela que hoje chamamos RNA. Pois se um dia apareceu essa molécula dotada do caráter do egoísmo, pois bem, foi aí que surgiu o sopro da vida, o gene. Para Richard Dawkins, o gene é a estrutura mais longeva do universo. Está aí há mais de 2 bilhões de anos, e o tempo continua contando, mas o gene não dá sinais de ceder. Pelo contrário, se perpetua, se multiplica.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Amor aos pobres é um sentimento cristão. Será?
Dos papas e homens santos (o Papa Francisco incluído) ouvimos os pedidos para "amar os pobres". Muitos se declaram em "orientação preferencial pelos pobres". Não duvido que este seja um sentimento real. Acho que cada um de nós, pelo menos uma vez na vida, nos compadecemos com a situação miserável de alguém, um amigo ou anônimo que seja. Porém, eu pergunto, será esse sentimento a manifestação do sentimento "inato" religioso, do "amor de Cristo"?
Primeiro, tal sentimento não é exclusividade cristã. Seitas do islã (e haja seita! Tantas quantas no cristianismo.) pregam a bondade e a solidariedade com os mais pobres. No judaísmo há o preceito da ajuda aos seus semelhantes. Ainda que, por semelhante se entende outro "filho de David", podemos classificar como dentro do mesmo preceito pelos motivos que vou descrever mais abaixo. A própria "procura do nirvana", encontrada no budismo, que representa o despojamento das coisas do mundo, pode ser um ato de solidariedade ao "pobre" e destituído das coisas materiais.
Creio que a solidariedade implícita nesse "amor aos pobres" é um sentimento de origem, isto é, vem da formação da própria estrutura social nas sociedades arcaicas. Em biologia há o conceito de "altruísmo", a propriedade de elementos de seres vivos em formação social ou em rede (caso de seres vivos inferiores) que se sacrificam, alguns com a própria vida, em prol do conjunto. Seria a ação da emergência de uma estrutura mais complexa que exige tal "altruísmo" de seus componentes para garantir sua existência.
É fato consolidado na ciência que a dominância da raça humana na terra se deve à organização dos seres humanos em sociedades altruístas. Os marxistas chamam de "socialismo primitivo". Se eles perseguem um "socialismo final" como retorno a esse primitivismo, isso é uma outra história. Tem mais a ver justamente com o messianismo cristão do que com qualquer outra coisa. Nessas sociedades primitivas havia um compartilhamento de tudo o que era de necessidade para o grupo. É a formação do que hoje chamamos "clãs". É preciso notar que essa solidariedade, ou altruísmo, vigorava no interior do clã, mas não necessariamente com membros de outros clãs e muito menos entre clãs. Nesse caso a luta era selvagem, coisa que se observa ainda hoje, tanto na África, em forma mais "natural" quanto entre sociedades ocidentais avançadas, menos "selvagens" mas nem por isso menos cruéis. Observou-se isso no tempo da colonização, também, quando se aproveitou da rivalidade entre tribos nativas para tirar proveito na ocupação. Vide portugueses e franceses no Rio de Janeiro. Quem puder, assista o filme "Como era gostoso meu francês" de Nelson Pereira dos Santos. Vale a pena tanto para aprender (e muito) dos modos da época, quanto admirar a beleza nua de Ana Maria Nascimento, grande atriz, e no seu mais importante papel.
Uma coisa Jesus Cristo nos trouxe de positivo e novo: pregou a democratização dos ritos judaicos que se mantinham restritos a uma elite entreguista e exclusivista. Foi isso que enfureceu Caifás. A intromissão de Jesus no tempo era um ato insuportável. Por isso quiseram punir Jesus. E o conseguiram ao convencer os romanos que Jesus blasfemava e por isso a crucificação, que era a punição ao crime de blasfêmia entre outros. A inscrição 'INRI' era uma ironia que vinha a calhar: "Jesus Nazareno Rei dos Judeus". São Paulo de Tarso expandiu o conceito dessa "socialização" para fora do âmbito judeu e o resto é o que se prega nas missas.
Portanto, esse sentimento de solidariedade com os mais pobres pode ser entendido como um sentimento primitivo, em que nos "sentimos mal" pois, após a conceituação de Cristo / São Paulo que um ser humano é um membro de seu clã, vemos que um "semelhante" não se beneficia da riqueza que gozamos.
Há uns que saem para "repartir". Outros já acham que o que deve ser "igual" é a oportunidade, não o bem material. Outros acham que os pobres devem desaparecer ou "ser extintos" pois não podem ser vistos como "membros do clã". Enfim, o critério para a repartição era diferente de clã para clã.
Mas, o fato é que o sentimento de "amor aos pobres" não é de cunho religioso. Na verdade ele o antecede.
Primeiro, tal sentimento não é exclusividade cristã. Seitas do islã (e haja seita! Tantas quantas no cristianismo.) pregam a bondade e a solidariedade com os mais pobres. No judaísmo há o preceito da ajuda aos seus semelhantes. Ainda que, por semelhante se entende outro "filho de David", podemos classificar como dentro do mesmo preceito pelos motivos que vou descrever mais abaixo. A própria "procura do nirvana", encontrada no budismo, que representa o despojamento das coisas do mundo, pode ser um ato de solidariedade ao "pobre" e destituído das coisas materiais.
Creio que a solidariedade implícita nesse "amor aos pobres" é um sentimento de origem, isto é, vem da formação da própria estrutura social nas sociedades arcaicas. Em biologia há o conceito de "altruísmo", a propriedade de elementos de seres vivos em formação social ou em rede (caso de seres vivos inferiores) que se sacrificam, alguns com a própria vida, em prol do conjunto. Seria a ação da emergência de uma estrutura mais complexa que exige tal "altruísmo" de seus componentes para garantir sua existência.
É fato consolidado na ciência que a dominância da raça humana na terra se deve à organização dos seres humanos em sociedades altruístas. Os marxistas chamam de "socialismo primitivo". Se eles perseguem um "socialismo final" como retorno a esse primitivismo, isso é uma outra história. Tem mais a ver justamente com o messianismo cristão do que com qualquer outra coisa. Nessas sociedades primitivas havia um compartilhamento de tudo o que era de necessidade para o grupo. É a formação do que hoje chamamos "clãs". É preciso notar que essa solidariedade, ou altruísmo, vigorava no interior do clã, mas não necessariamente com membros de outros clãs e muito menos entre clãs. Nesse caso a luta era selvagem, coisa que se observa ainda hoje, tanto na África, em forma mais "natural" quanto entre sociedades ocidentais avançadas, menos "selvagens" mas nem por isso menos cruéis. Observou-se isso no tempo da colonização, também, quando se aproveitou da rivalidade entre tribos nativas para tirar proveito na ocupação. Vide portugueses e franceses no Rio de Janeiro. Quem puder, assista o filme "Como era gostoso meu francês" de Nelson Pereira dos Santos. Vale a pena tanto para aprender (e muito) dos modos da época, quanto admirar a beleza nua de Ana Maria Nascimento, grande atriz, e no seu mais importante papel.
Uma coisa Jesus Cristo nos trouxe de positivo e novo: pregou a democratização dos ritos judaicos que se mantinham restritos a uma elite entreguista e exclusivista. Foi isso que enfureceu Caifás. A intromissão de Jesus no tempo era um ato insuportável. Por isso quiseram punir Jesus. E o conseguiram ao convencer os romanos que Jesus blasfemava e por isso a crucificação, que era a punição ao crime de blasfêmia entre outros. A inscrição 'INRI' era uma ironia que vinha a calhar: "Jesus Nazareno Rei dos Judeus". São Paulo de Tarso expandiu o conceito dessa "socialização" para fora do âmbito judeu e o resto é o que se prega nas missas.
Portanto, esse sentimento de solidariedade com os mais pobres pode ser entendido como um sentimento primitivo, em que nos "sentimos mal" pois, após a conceituação de Cristo / São Paulo que um ser humano é um membro de seu clã, vemos que um "semelhante" não se beneficia da riqueza que gozamos.
Há uns que saem para "repartir". Outros já acham que o que deve ser "igual" é a oportunidade, não o bem material. Outros acham que os pobres devem desaparecer ou "ser extintos" pois não podem ser vistos como "membros do clã". Enfim, o critério para a repartição era diferente de clã para clã.
Mas, o fato é que o sentimento de "amor aos pobres" não é de cunho religioso. Na verdade ele o antecede.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Lei Canônica de Darwin ou A Verdadeira Teoria do Tudo
Na natureza - digo toda a natureza, não apenas a viva e se estende para sistemas de maior complexidade, comunidades humanas inclusive - sobrevive quem se adapta. Os mais adaptados têm dominância.
No universo parece que sempre falta alguma coisa, isto é, sempre que há falta de balanceamento, que falta mais do que se consome, há universo. Estabelece-se uma luta pela existência. Por que há necessidade de existir? Ainda não sei. Pode ser que um dia eu saiba. Aparece um processo seletivo. Nessas condições sempre tem aquele que é descartado. E sempre há os que são mais capazes, que consomem mais do que precisam, e assim decreta-se o desbalanceamento e a continuidade do universo. Quando o equilibrio se estabelece, o universo chega ao fim.
A Lei Canônica de Darwin é incompatível com qualquer utopia.
No universo parece que sempre falta alguma coisa, isto é, sempre que há falta de balanceamento, que falta mais do que se consome, há universo. Estabelece-se uma luta pela existência. Por que há necessidade de existir? Ainda não sei. Pode ser que um dia eu saiba. Aparece um processo seletivo. Nessas condições sempre tem aquele que é descartado. E sempre há os que são mais capazes, que consomem mais do que precisam, e assim decreta-se o desbalanceamento e a continuidade do universo. Quando o equilibrio se estabelece, o universo chega ao fim.
A Lei Canônica de Darwin é incompatível com qualquer utopia.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
O câncer e a criação
Oficialmente, tenho câncer. Um tumor cresceu dentro do meu abdôme. Chegou a quase 9 cm de diâmetro. Uma cirurgia de 6 horas foi feita para extirpá-lo. Tomo medicação, essa moderna. Em vez de injeção na veia, que mata tudo o que é novo no organismo, e como consequência, quase mata o paciente também, tomo uma pílula diária que arrebentaria meu bolso: seu preço vai além do meu rendimento. Tive que entrar com um processo contra o SUS (é assim que eles mesmos recomendam) para receber mensalmente uma caixa.
Mas não é isso que queria falar aqui. Pesquisando sobre o que vem a ser câncer, veio-me a idéia da criação. Câncer não é uma doença no sentido que um agente "externo" a nosso corpo venha nos parasitar. Nem é uma dessas autoimunes, em que o organismo, equivocadamente, ataca um órgão ou pedaço do corpo, ou uma proteína que ele produz, como se fosse um invasor.
O câncer nasce de uma célula mutante. Um processo faz com que seu oncogene inicie sua reprodução frenética. Tecnicamente é um novo ser. Logo, o câncer é um processo reprodutivo. Um novo ser nasce de você. Se vai, fatalmente, falhar, a natureza não está nem aí. O câncer é mais uma ação cega da natureza exercendo seu direito, sem se importar com ética ou consequência.
Se Deus existisse, ele não seria tão burro a ponto de produzir tal aberração.
Mas não é isso que queria falar aqui. Pesquisando sobre o que vem a ser câncer, veio-me a idéia da criação. Câncer não é uma doença no sentido que um agente "externo" a nosso corpo venha nos parasitar. Nem é uma dessas autoimunes, em que o organismo, equivocadamente, ataca um órgão ou pedaço do corpo, ou uma proteína que ele produz, como se fosse um invasor.
O câncer nasce de uma célula mutante. Um processo faz com que seu oncogene inicie sua reprodução frenética. Tecnicamente é um novo ser. Logo, o câncer é um processo reprodutivo. Um novo ser nasce de você. Se vai, fatalmente, falhar, a natureza não está nem aí. O câncer é mais uma ação cega da natureza exercendo seu direito, sem se importar com ética ou consequência.
Se Deus existisse, ele não seria tão burro a ponto de produzir tal aberração.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O parasitismo é o recado da mãe Natureza
A parasitismo é o fenômeno mais extraordinário da natureza. É sua extensão "natural" pois não é mais do que a manifestação particular de sua expressão genérica: não há privilégio na natureza, a emergência é a única manifestação infalível. Pois, se o ser humano se julga "eleito", vem a natureza e dá preferência à evolução da espécie e não do indivíduo. O parasitismo está aí para isso: para testar a espécie, às custas da sobrevivência do indivíduo. Se acaso esse indivíduo é você, a natureza está se lixando.
A descoberta do parasitismo tornou a existência de Deus desnecessária na Ciência. Afinal, não precisamos lançar mão do criacionismo com seus pressupostos de perfeição que Deus criou, pois, se Deus tivesse criado o Homem para ser sua imagem na terra, o Homem seria imune às parasitas. Não há santo no mundo que não esteja sujeito a uma gripe. Sem parasitismo, o santo homem nem existiria.
Fica difícil sustentar a existência de Deus quando o bem maior, o da capacidade de entender, mesmo que parcialmente, o que se passa no universo, dispense sua existência como pressuposto.
A descoberta do parasitismo tornou a existência de Deus desnecessária na Ciência. Afinal, não precisamos lançar mão do criacionismo com seus pressupostos de perfeição que Deus criou, pois, se Deus tivesse criado o Homem para ser sua imagem na terra, o Homem seria imune às parasitas. Não há santo no mundo que não esteja sujeito a uma gripe. Sem parasitismo, o santo homem nem existiria.
Fica difícil sustentar a existência de Deus quando o bem maior, o da capacidade de entender, mesmo que parcialmente, o que se passa no universo, dispense sua existência como pressuposto.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Crer
Quando criança, no catecismo, me ensinavam a oração "Creio". 'Creio em Deus, Pai todo poderoso...' não me lembro mais. Uma vez, a professorinha de um cursinho de admissão dizia que "na religião dela", a conversa com Deus "era de outra forma". Eu não tinha a malícia de me perguntar que "forma" era essa. Assumi que era outra oração. Deduzi também que ela era protestante, ou "crente". Ora, um "crente" deveria rezar "Creio". Ou não? Na época eu achava que só existiam duas religiões: a católica e a protestante. Judeu, do que podia deduzir, era uma forma de se comportar, especialmente com relação ao dinheiro, e o dono da loja que vendia roupa, perto da praça principal. Isso eu descobri porque, um dia fomos à loja - que era uma evento especial para mim - eu e minha mãe, e demos com a cara na porta. Mas como? Era uma 5a-feira! "Feriado judeu", respondeu o português do bar, vizinho. Para mim era difícil entender como gente tão apegada a dinheiro podia deixar de trabalhar em plena 5a.-feira.
Mas, vamos ao que interessa. Cabe aqui a pergunta: você crê? Aí, não importa em quem nem em quê. Crer é um ato de entrega. Você entrega toda a sua credulidade. É um exercício de autruismo. É uma ação exercida desde os primórdios da humanidade e nos define como humanos. A atitude de autruismo torna possível a sobrevivência do ser humano em um ambiente extremamente hostil. Mais fracos e suscetíveis, a nós restou nos entregar para o bem do grupo. A forma como esse autruismo é exercido é através da articulação da crença, em nossas mentes. Crença no grupo, no líder, nos companheiros em ação conjunta de caça. Mais ou menos como os animais da espécie canina, dotados da capacidade de falar.
Com o passar do tempo a relação entre os humanos se sofisticou, ganhou novas dinâmicas. Na emergência da humanidade, aparecem o parasitismo, mutualismo, simbiose, predação, enfim, tudo o que rege a evolução natural, só que no contexto da sociedade. A capacidade de abstração nos permitiu alcançar a incontornabilidade da morte, e como tal, crer que seja possível ultrapassá-la. Se há um "pai" aqui entre os mortais (e a existência do pai é uma constatação que nos traz certo conforto), certamente haverá um Pai eterno e todo poderoso na vida eterna. O monoteísmo representou, sim, uma grande evolução para a humanidade.
Mas há aqueles que se rebelam contra a ordem, contra o Pai. Para esses, é preciso que se liberte da Sua tirania. No entanto, mesmo rebeldes, é preciso crer em outra coisa, um substituto do Pai. Aí, vem novamente a pergunta: você crê? Pergunte-se humildemente, meu amigo. Pergunte-se sempre. Porque crer é um ato que sempre nos leva ao mesmo ponto. Não basta se rebelar contra o Pai. É preciso se tornar independente dele. Olhar o mundo de forma cética é uma evolução que não se obtém facilmente. É preciso conquistar. E não é para todos.
Mas, vamos ao que interessa. Cabe aqui a pergunta: você crê? Aí, não importa em quem nem em quê. Crer é um ato de entrega. Você entrega toda a sua credulidade. É um exercício de autruismo. É uma ação exercida desde os primórdios da humanidade e nos define como humanos. A atitude de autruismo torna possível a sobrevivência do ser humano em um ambiente extremamente hostil. Mais fracos e suscetíveis, a nós restou nos entregar para o bem do grupo. A forma como esse autruismo é exercido é através da articulação da crença, em nossas mentes. Crença no grupo, no líder, nos companheiros em ação conjunta de caça. Mais ou menos como os animais da espécie canina, dotados da capacidade de falar.
Com o passar do tempo a relação entre os humanos se sofisticou, ganhou novas dinâmicas. Na emergência da humanidade, aparecem o parasitismo, mutualismo, simbiose, predação, enfim, tudo o que rege a evolução natural, só que no contexto da sociedade. A capacidade de abstração nos permitiu alcançar a incontornabilidade da morte, e como tal, crer que seja possível ultrapassá-la. Se há um "pai" aqui entre os mortais (e a existência do pai é uma constatação que nos traz certo conforto), certamente haverá um Pai eterno e todo poderoso na vida eterna. O monoteísmo representou, sim, uma grande evolução para a humanidade.
Mas há aqueles que se rebelam contra a ordem, contra o Pai. Para esses, é preciso que se liberte da Sua tirania. No entanto, mesmo rebeldes, é preciso crer em outra coisa, um substituto do Pai. Aí, vem novamente a pergunta: você crê? Pergunte-se humildemente, meu amigo. Pergunte-se sempre. Porque crer é um ato que sempre nos leva ao mesmo ponto. Não basta se rebelar contra o Pai. É preciso se tornar independente dele. Olhar o mundo de forma cética é uma evolução que não se obtém facilmente. É preciso conquistar. E não é para todos.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Deus e as eleições no Brasil 2010
Dos candidatos a presidente nessas eleições de 2010, uma candidata é, reconhecidamente, evangélica e criacionista. No Rio de Janeiro, um candidato a senador é membro da Igreja Universal e, declaradamente, criacionista. Pelo menos um candidato a deputado federal é evangélico e criacionista declarado, já baixando leis estaduais no sentido de forçar o ensino do criacionismo nas escolas públicas do Rio de Janeiro, enquanto governador. Há outros. Nenhum deles discursam ou mencionam suas pretenções a esse respeito. Fazem parte de um movimento maior, MEQEG: Me engana, que eu gosto. Nada dizem de suas pretenções para alcançar o eleitor incauto. Como Lula fez com vários dos seus (veja A quem trairás? para alguma discussão a respeito). No mínimo, quando a situação se apresentar favorável, deverão exigir o ensino da "Proposição Inteligente", uma sandice dos criacionistas americanos que seduz muito governo do interior dos USA. Se não bastasse a ignorância, que cada vez mais impera em nossa Sociedade, se não bastasse o fundamentalismo oitocentista, auto-denominado marxismo, para nos instigar com suas propostas de retorno do inquisicionismo, ainda vem essa trupe de ensandecidos nos querendo a volta do obscurantismo. Iluminismo neles, gente! Kant, Descartes, onde se escondem! Precisamos de vocês!
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